Em 1981, os irmãos de Hélio Oiticica, César e Cláudio, diante da urgência do desafio de guardar, preservar, estudar e difundir a sua obra, formularam o Projeto Hélio Oiticica, associação sem fins lucrativos com esses objetivos.
Contando com a contribuição inicial de companheiros e amigos de Hélio, dentre os quais se formou um Conselho e uma Coordenação e com fundos provenientes da venda de obras de terceiros pertencentes ao acervo da família, instalou-se o Projeto num apartamento no bairro do Flamengo onde foram arrumadas além das obras, os arquivos e a biblioteca de Hélio e da família.

Os membros do Projeto, apesar de trabalhando sem remuneração e durante suas horas de lazer, conseguiram uma série crescente de realizações das quais ressaltamos a publicação do livro de textos: Aspiro ao Grande Labirinto e as Exposições Retrospectivas em Rotterdam, Paris, Barcelona, Lisboa e Minneapolis com a edição dos respectivos catálogos. Além disso, houve a participação em 16 exposições no Brasil sendo 10 coletivas e 6 individuais e 12 exposições no exterior, sendo 11 coletivas e uma individual.

A partir da realização das exposições retrospectivas, tentou-se implantar no Projeto uma administração mais profissional como forma de se poder sair da indigência operacional e avançar mais rapidamente para alcançar as finalidades desejadas.

Em 1997, foi inaugurado o Centro de Arte Hélio Oiticica com a grande retrospectiva que tinha percorrido a Europa e os Estados Unidos.

No período que se seguiu, participamos de 39 exposições no Brasil, 11 individuais e 28 coletivas e de 51 exposições no exterior sendo 9 individuais e 42 coletivas. Nesse período também, o Itaucultural conseguiu organizar um grande número de textos de Hélio Oiticica e colocá-los em seu site para acesso imediato pela Internet dos estudiosos interessados.

Atualmente o Projeto Hélio Oiticica., após a exposição Body of Color  que aconteceu em 2007 no Museum of Fine Arts Houston e na Tate Modern em Londres que também apresentou no mesmo período a exposição Oiticica in London (com curadoria de  Guy Brett), acaba de conseguir uma sala dedicada à obra de Hélio Oiticica na coleção da instituição Londrina. No livro Oiticica In London publicado pela Tate, o diretor da coleção Sir Nicholas Serota, diz: Oiticica has begun to gain the recognition he deserves as one of the great innovators of modern and contemporary art. [Oiticica começa a ganhar o reconhecimento que ele merece como um dos grandes inovadores da arte moderna e contemporânea].